sábado, 16 de junho de 2012

FÉ FOTOGRAFADA

    


     Numa conversa banal uma amiga mudou totalmente de assunto e me convidou para ir para Trindade, teríamos que fazer uma caminhada de cerca de 25km em 5 horas, um percurso de fé que leva as pessoas a uma cidadezinha cheia de tradições religiosas e que tem uma das maiores festas. Fiquei animada com o convite, mas confesso que não foi para exercitar minha fé, na hora só consegui imaginar que isto podia me dar a oportunidade de fazer algumas fotos.

     Durante o percurso com certeza teria muitos exercícios de fé e se eu me concentrasse um pouco poderia tirar o atraso de nunca mais ter tentado tirar boas fotos, e até mesmo poderia fazer algumas para postar junto com minhas crônicas. Quem sabe ainda, com tantas pessoas falando com Deus, Ele me iluminaria para eu não errar tanto no foco, fazer bons enquadramentos e ser mais criativa.

     Depois de arquitetar isto um lampejo de culpa acendeu uma luz no meu lado religioso, nossa em nenhum instante eu tinha pensado em aproveitar este momento para falar com Deus, não pensei na minha fé ou em qualquer outra coisa que não fosse os registros, me preocupei até nos erros que com certeza eu cometeria nas fotografias, mas não pensei em pedir perdão pelos erros que cometo todos os dias.

     No fim do papo conclui que talvez registrar a fé das pessoas poderia aumentar a minha, já que aprendemos mais por exemplos do que por conselhos, poderia tirar muitas fotos e daí teria muitos exemplos a prova viva, sem dizer que pelo tempo que eu teria que caminhar, carregando a máquina fotográfica e outras coisitas que não são muito leves me faria em algum momento falar com Deus, pedindo proteção e força para conseguir percorrer o caminho e tirar pelo menos umas 100 fotos que fossem boas e daí planejei que não esqueceria de agradecer por tudo que tenho tido e ganhado de Deus, pediria também proteção para todos da família, do trabalho, dos ciclos amigáveis. Pronto desta forma tava fechado o acordo fotográfico da minha fé. Já estou achando que me sairei melhor na fé do que nas fotos!!!

domingo, 3 de junho de 2012

GÍRIA DESATUALIZADA

     Outro dia me senti como um programa de computador desatualizado, destes que só rodam naqueles computadores antiguérrimos.
     Estávamos numa roda de mulheres a beira de uma quadra de futsal descansando para o segundo turno da partida quando se estabeleceu um bate-papo em torno do material apropriado para a prática do esporte.

   
   Aqui, preciso fazer uma pausa no assunto para esclarecer que neste grupo que joga uma bolinha duas vezes por semana, tem mulheres de várias idades, a mais nova tem uns 14 anos e a mais velha uns 44 anos, se não afirmo com certeza a idade das jogadoras é porque nunca perguntei, nós nos reunimos exatamente para esquecer detalhes da vida que podem desconstruir a felicidade, então ali o que importa é participar da brincadeira esportiva.
     
     Depois de um ano jogando juntas e acreditando que éramos todas iguais independente de sermos casadas ou solteiras, mocinhas ou idosas “minha casa caiu” e já explico o porquê voltando a contar a história.
    
     Como eu ia dizendo, estávamos em um intervalo do jogo, conversando quando eu e uma colega chamada Ana Cláudia falávamos de uma dor no calcanhar que podia ser ocasionada pelo tênis que usávamos, então eu falava para minha colega que minha dor tinha diminuído depois que troquei meu tênis “ralé” por um com melhor estrutura.
   
     Uma outra personagem do jogo, a Ana Júlia, foi tomada de assalto pela minha frase e com uma cara de espanto aquela moiçola de 14 anos me perguntou o que era uma coisa “ralé”, se era alguma marca.
   
     Daí fui eu que fiquei sem entender, como assim ela não sabia o que era isto! Entre risos de surpresa tentei explicar que “ralé” na verdade é uma referência a camada baixa da sociedade, mas como gíria a gente usava para dizer que algo é de baixa qualidade, é ruim, é fraco, feio... sei lá, nem me lembro ao certo quantos e quais adjetivos usei na hora para tentar explicar para ela o significado da palavra.
    
      Enquanto eu explicava, minha amiga Ana Cláudia dona de um tênis “ralê” caia na gargalhada, eu não sabia se ela ria de mim por usar uma gíria tão ultrapassada ou se da Ana Júlia que não sabia o significava de uma expressão tão simples e que marcou uma geração de adolescentes.
   
     Nesta hora vi que, como a tecnologia, o linguajar também se moderniza colocando em esquecimento algumas programações recebidas em um determinado espaço de tempo. Para testar o quanto meu processador estava desatualizado e até que ponto eu conseguiria rodar meu linguajar nesta era juvenil, perguntei para Ana Júlia se ela conhecia algumas gírias como: filé, cair nas quebradas, dar um rolé, ficar grilado.
  
      Aquilo tudo parecia uma piada, porque os 15 anos de diferença entre Ana Júlia e eu até então não marcava nem um paradigma que me fazia sentir velha, conseguíamos conviver juntas numa boa, mas era bom que eu fizesse uma atualização da minha programação, nada muito grave que afetasse minha auto-estima a ponto de intensificar o uso dos cremes anti rugas. É mais fácil que tudo isto, basta prestar atenção no palavreado atual, se eu conseguir aprender as gírias dos jovens, substituindo-as pelas que aprendi quando eu era adolescente, acho que daria para continuar convivendo sem conflito, mesmo que o computador aqui seja o de 32 anos atrás.










segunda-feira, 21 de maio de 2012

COMO VOCÊ COME? EU COMO COM A CABEÇA!!!


      Há muito tempo ouço o ditado popular que diz “eu como com os olhos”, eu entendo perfeitamente este ditado, não é porque sou boa de interpretação, mas neste caso aí eu consigo absorver bem, não posso ver uma comida que desejo que ela seja minha, e claro, quanto mais bonita a comida, mais desejamos tê-la e quanto mais tem, mais comemos. Mas, desta vez foi diferente, o ditado aqui não coube muito bem.

     Cheguei à casa da minha mãe e vi uma carne descongelando, perguntei para ela que carne era aquela e ela disse que era uma carne de javali, da mesma que tinha feito há algum tempo e eu não gostei. Ela disse ainda, que aquela carne que estava ali descongelando era para ser levada para a mãe do “digníssimo” (homem que mora com minha mãe e que não é meu padrasto, se for preciso falo disto em outra ocasião). Respondido a minha pergunta me recolhi aos meus aposentos para tomar banho e esperar o almoço.

     Quando cheguei à cozinha para almoçar perguntei para minha mãe que carne era aquela que estava na panela de pressão e o “digníssimo” logo gritou de lá dizendo que tinha vários tipos de carne: costela, cupim e lingüiça. Coloquei dois pedaços de carne no meu prato, mas achei toda aquela situação meio duvidosa porque no meio daquilo tudo poderia estar a tal carne de javali e eu me negava a comer aquela carne de novo. Mesmo assim, pus a comida no prato e fui me sentar para comer.

    No caminho entre a cozinha e só sofá da minha residência passei pelo local onde estava descongelando a carne de javali, mas como eu estava muito preocupada com a carne que estava no meu prato não reparei se a carne que eu desejava que não fosse aquela cozida no meu prato ainda estava no mesmo lugar do descongelamento.

     Eu sabia que além do digníssimo dizer, minha mãe também listou para mim quais carnes tinham sido cozidas, mas por alguns momentos pensei que minha mãe tivesse me enganando, se eu penso assim é porque ela faz isto comigo desde que eu era bem mais bem mais nova e fazia isto de me enganar para ver se eu comia algumas coisas que eu não gostava, uma delas era por beterraba bem cozida no meio do feijão, ela dissolvia e deixava o feijão bem vermelho, eu então suspeitava e ficava inquirindo minha mãe, mas ela dizia que era porque o feijão era de uma marca nova e tinha acabado de ser cozido, até que um dia eu descobri que a marca nova significava beterraba que eu detestava comer. Mas, agora não dava mais para minha mãe me enganar assim né, já to bem velhinha para isto.

     Mesmo com a dúvida, sentei-me para almoçar, mas cada vez que eu olhava para aquela carne me dava uma sensação ruim, comecei a cheirar a comida para ver se tinha o cheiro forte da carne em questão, comi um pedacinho junto com o arroz e feijão, parecia bom, mas o problema era minha cabeça que queria me convencer que aquilo não era um cupim e sim um javali morto. Eu não me prendia muito ao paladar ou ao cheiro, quem tava comandando tudo era meu cérebro, ele mandava mensagem para meu estômago para rejeitar a comida, que comer aquela carne podia apresentar um grande risco para a minha integridade estomacal.

     Comecei a imaginar a cena, duas semanas depois em outro almoço de domingo com a família toda, minha mãe contando para minha irmã que tinha me enganado e que eu tinha comido javali sem nem perceber. Aí é que meu estômago começou a embrulhar mesmo, já estava quase me vendo passar mal, eu já não sentia fome e a quantidade de colheres que encaminhava a boca com a carne era cada vez menor.

    Não sei porque somos assim, capazes de comer algo e depois que sabemos o que é termos vontade ou mesmo vomitar tudo; de perdermos a fome só de se imaginar comendo algo que não gostamos e que achamos nojento; o bicho pode ser feio, esquisito, porco sei lá mais o quê, mas a carne pode ser boa, o “prato” pode ser bonito, pelo menos isto é a teoria que meu paladar e meu olho comandam, mas meu cérebro entende diferente e acho que me estômago é comandado por ele, porque eu realmente acabei comendo somente um dos pedaços de carne que coloquei no prato.

    Então voltei lá na cozinha da minha mãe e disse para ela que tinha colocado dois pedaços de carne no prato, mas que eu só tinha comido um pedaço. Toda aquela situação mexeu tanto com meu estômago, ou será que foi com minha cabeça?! Bom não sei, o que sei que nem coloquei o prato na pia para lavar, larguei lá tudo com minha mãe e fui saindo, daí sabe com quem eu encontrei?! Sim, com ele mesmo, o javali descongelante, neste momento eu não sabia se ria ou chorava, afinal de contas, eu estava mega feliz por não ter comido o javali, mas estava super triste por não ter almoçado do tanto que eu queria e precisava para matar minha fome, tudo isto porque meu cérebro traiu meu paladar.

















quarta-feira, 18 de abril de 2012

Brasília: Capital do Poder




O fato de Brasília ser capital do Brasil, isto todo mundo sabe, deixou de ser novidade há mais de 50 anos, mas às vezes, fica parecendo que Brasília é a capital do paraíso, do Éden ou algo assim.

A renomada capital tão bem desejada por Juscelino kubitschek e planejada por Oscar Niemayer parece ser dotada de uma idolatria que a coloca num pedestal tão superior às demais regiões do Distrito Federal.
Ando cansada de ouvir nos noticiários o mesmo jargão que determinado fato acontece no “Centro da capital federal”, como se isto fosse aceitável em qualquer lugar, menos em Brasília.

Outro dia o repórter de um jornal do Distrito Federal noticiava, indignado, que, em pleno coraçao de Brasília, tinha camelôs em locais inapropriados, carros estacionados em lugares impróprios, adolescentes fazendo uso de drogas durante o dia e perto de monumentos que marcam a história de Brasília, construções que fogem ao plano original da capital, fundada como patrimônio cultural da humanida.

Ele, falando daquele jeito, fazia parecer que Brasília gozava de privilégios, como se ela fosse a capital do plano celestial e por isto devesse ser impecável. Esta afirmaçao põe as demais regiões administrativas do Distrito Federal como locais indígnos, como se a localidade já o estabelecesse como local marginalizado, capaz de habitar todas as mazelas do mundo. Uma região “umbralina – nome dado pelos kardecistas, ao plano espiritual onde habita seres espirituais em estado pouco desenvolvido.

Será que ele repórter, na obrigação de saber das atualidades, esqueceu-se que Brasília tem tido os mesmos problemas das grandes metrópoles e que ela não se beneficia em nada, que o status de capital do Brasil não a torna nem melhor nem pior que as demais localidades?!

É como se o título de Patrimônio Cultural da Humanidade fosse uma carteirinha dada à Capital do Brasil imputando a ela prerrogativas. É como se os belos monumentos, as largas pistas das asas sul e norte e do eixo monumental ou as imponentes bacias do Congresso Nacional desse uma carteirada a cada um cidadão que se aproximasse do Centro da Capital Federal perguntando lhe qual o real interesse de entrar neste espaço idolatrado, salve- salve. E dependendo da resposta, desse passagem aos engravatados, mandasse os drogados para a Ceilândia, Samambaia ou Brazlândia, os ladrões para o Riacho Fundo, Taguatinga ou São Sebastião e assim continuasse fazendo distinções e enviando as pessoas ao entorno do Centro do Poder.

Quanta hipocrisia cercava aquela reportagem. É exatamente do local de status de capital, do centro do poder que se emana os maiores poblemas que a cada dia se estabelecem mais e mais em todo o território nacional. Sim, os engravatados responsáveis pelos conchavos políticos que roubam do povo a dignidade humana, que apagam do Brasil o sonho intenso e o raio vívido.

Fiquei pensando onde moraria o Sr. Repórter, se ele realmente achava que todas as cidades poderiam ter problemas, menos a grande Brasília, se em algum momento ele nao desejou que que toda a criminalidade do local onde ele mora fosse transferida para o Congresso Nacional, acabando com a farsa existente na figura representativa da democracia brasileira e de onde sai as maiores atrocidades que podem se abater sobre uma sociedade.

Neste sentido, se a criminalidade não pode se abater no coração da Capital do Brasil, o Congresso Nacional deveria ser extinto, porque com os fatos atuais da política brasieira o Congresso Nacional parece um quartel general de criminosos: ladrões, 171, matadores, usurpadores. Aquilo deveria ser tranformado em uma prisão de segurança máxima controlada pelos pais de família que trabalham honestamente. Será que os reporteres teriam coragem de noticiar esta idéia tão importante para limpar o Centro da Capital da criminalidade ?!

quinta-feira, 15 de março de 2012

AULA DE CARÁTER

Quando a gente acha que já ouviu de tudo, nesta vida vem algum fato e nos surpreende. Eu estava no trabalho logo após o feriado do carnaval e duas colegas começaram a conversar sobre o que tinham feito neste período, quando de repente, uma disse que não tinha saído de casa porque ela tinha muitas atividades para fazer referentes ao seu trabalho na igreja e das suas aulas de caráter.

Aquilo entrou nos meus ouvidos de forma meio hilária, duvidosa e ao mesmo tempo curiosa, então para não errar nos pensamentos perguntei a ela se se referia a caráter da pessoa, se era no sentido de índole referente as pessoas, algumas com bons comportamentos e outras com má condutas, se era em relação a postura socialmente aceita, ao que ela afirmou que era sim.

Ela disse que isto se fazia necessário porque algumas pessoas tem caráter ruim e outras são bom caráter. Disse também que o professor é muito bom, que ele tem boa formação, claro que não se referiam a formação acadêmica, pelo que deram a entender o professor tem curso universitário, mas as colegas se referiam a outro tipo de formação, seja ela religiosa ou qualquer outra que eu desconheça.

Enquanto elas conversavam eu mergulhava num mar de indagações pessoais, sociais e porque não dizer, cômicas. Eram pensamentos como os do mundo de Bob (desenho animado que passava na minha infância), fiquei imaginando como seria esta aula sobre a índole humana, se realmente era capaz de ensinar para alguém como ter boa conduta no meio em que está inserido. Mais que isto, seria capaz de modificar os comportamentos como o de uma pessoa com seus 35 anos e sua personalidade teoricamente já formada a ter boa índole, será que os alunos depois de frequentar estas aulas realmente mudariam suas atitudes perante os outros?!

Não pude me furtar à dúvida sobre a minha aprovação ou reprovação nessa disciplina, como também ao pensamento de como se sentiria alguém que fosse reprovado nessa matéria. Qual a seria a punição para ele? Será que tinha recuperação?! Isto porque de alguma forma tinha que se ter uma avaliação, mais que isso, só de saber que você teria que ir a essa aula, já era uma pré avaliação. Por que até onde entendi, nem todos precisavam cursar a tal aula de caráter, então acho que alguém, por algum motivo, determinava quem deveria e quem não deveria ir a esta aula.

Eu até acredito que não somos tão honestos, ninguém é totalmente honesto, mas daí ir para uma aula de caráter, parece meio estranho. Tenho para mim que todos nós, em estado normal de consciência, sabemos o que é errado e o que é certo. Então, não é que não tenha caráter, é que as pessoas não usam os princípios inerentes ao convívio em sociedade que aprendem desde cedo, na família, na escola, na igreja ou em outro meio que esteja inserido.

Quando acordei um pouco do mundo ilusório da didática comportamental do caráter, percebi que a conversa ainda continuava entre minhas colegas de trabalho. Agora quem falava era a outra colega, que dizia conhecer a fama do mencionado professor. Ela contava que inclusive afirmavam que algumas pessoas eram mau caráter porque eram descendentes de Caim.

Nesse momento não me contive, soltei umas gargalhadas que chamaram atenção, mas não quis participar do assunto, dada a minha ignorância bíblica. Claro que aí coube um último pensamento: como este povo conseguia provar quem era descendente de Caim, e mais ainda, provar que a genética persistiu a tantas gerações a ponto de ainda permanecer em um individuo tornando-o uma pessoa de mau caráter. Para este indivíduo, nem a aula de caráter vai adiantar muito por que o problema é genético, daí, acredito que seja um mal quase que sem cura.

Toda esta história era muito complexa para minha cabeça, então deixei a sala onde estávamos, imaginando se eu devia me matricular numa destas aulas de caráter ou se apenas deveria ficar mais antenado nas coisas para não errar. Mas de qualquer forma sai feliz, por que elas não me convidaram para a “bendita” aula de caráter.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A CONTA DO PERDÃO


Desde pequena ouço dizer que temos que perdoar 70x7, confesso que entendia pouco sobre isto, não conheço muito da Bíblia, mas depois que aprendi a fazer a conta, comecei a pensar em quem sabe guardar alguns perdões para algumas pessoas especiais ou para situações que realmente fossem sérias.

Era um método fácil, poderia escrever num caderninho 490 linhas para ir anotando cada vez que eu perdoava, sem esquecer que eu devia dividir isto por pelo menos 75 anos que é mais ou menos a expectativa de vida do brasileiro. Depois pensei que deveria ponderar o uso dos meus perdões, pontuando para aqueles pessoas que também me perdoavam ou que de repente eu poderia precisar de perdão.

Não podia deixar de considerar que antes de dar a sentença final do perdão tinha que ser feita uma análise profunda se o fato realmente me ofendia, porque daí eu não gastaria alguns perdões à toa, se falo isto é porque sei que às vezes, uma situação parece ser mais dramática do que é, e depois de 3 ou 4 dias, o acontecido não passa de uma mera chateação.

Fiquei pensando como seria a situação quando alguém me pedisse perdão e eu, tendo que explicar que eu gostava muito dela, mas que como eu tinha alguns princípios lógicos sobre a conta do perdão não dava para perdoá-la, que nossa relação (amorosa, amigável, profissional, familiar) teria que acabar.

Aí a coisa começou a ficar séria! Vi que o status que a pessoa ocupava na minha vida também deveria ser um critério. Pense bem, eu não perdoar minha mãe, pai ou irmã, seria imperdoável e como eu desejava ser perdoada, porque gostaria de viver para sempre com eles, deveria guardar perdões para eles.

Me perguntei então, se eu seria capaz de viver com alguém sem perdoá-lo, não consegui chegar a uma resposta. Mas, teve um dia que assistindo a um programa de televisão, ouvi um padre dizer que perdoar não é esquecer, que perdoar é não crucificar a pessoa pelo que ela fez, é aceitar os defeitos dela e a condição humana de que todos erram. Não sei ao certo se foi bem assim que ele falou, confesso que não sei se entendi bem ou se quis me aproveitar de suas palavras para facilitar minha missão de saber perdoar.

Assim, comecei a ver que este negócio de perdão não era muito fácil, e o pior foi que o padre disse, que às vezes, precisávamos fazer uma análise se realmente tínhamos conseguido perdoar as pessoas, se apesar de não esquecer o que gerou o desconforto isto não nos impedia de prosseguir na vida.

Com isto resolvi rever minha lista de perdões, os critérios adotados por mim, quais se encaixavam nas recomendações cristãs dadas pelo homem que prega a palavra de Deus e entende mais que eu sobre isto, pelo menos na teoria e vi que isto levaria um pouco mais de tempo do que eu imaginava.

Vi que alguns dos perdões que eu tinha anotado ainda me massacravam num sentimento antigo, vi que algumas coisas que perdoei hoje se pareciam tão patéticas que na atualidade jamais entrariam na lista de perdão, vi que em alguns momentos da minha vida eu tinha usado muitos perdões, ocasiões que eu me encontrava em desarmonia comigo mesma. E foram tantas reflexões sobre isto, que não pude deixar de ver que eu não tinha aprendido nada ainda sobre a cota do perdão.
A conta do perdão

Desde pequena ouço dizer que temos que perdoar 70x7, confesso que entendia pouco sobre isto, não conheço muito da Bíblia, mas depois que aprendi a fazer a conta, comecei a pensar em quem sabe guardar alguns perdões para algumas pessoas especiais ou para situações que realmente fossem sérias.

Era um método fácil, poderia escrever num caderninho 490 linhas para ir anotando cada vez que eu perdoava, sem esquecer que eu devia dividir isto por pelo menos 75 anos que é mais ou menos a expectativa de vida do brasileiro. Depois pensei que deveria ponderar o uso dos meus perdões, pontuando para aqueles pessoas que também me perdoavam ou que de repente eu poderia precisar de perdão.

Não podia deixar de considerar que antes de dar a sentença final do perdão tinha que ser feita uma análise profunda se o fato realmente me ofendia, porque daí eu não gastaria alguns perdões atoa, se falo isto é porque sei que às vezes, uma situação parece ser mais dramática do que é, e depois de 3 ou 4 dias, o acontecido não passa de uma mera chateação.

Fiquei pensando como seria a situação quando alguém me pedisse perdão e eu, tendo que explicar que eu gostava muito dela, mas que como eu tinha alguns princípios lógicos sobre a conta do perdão não dava para perdoá-la, que nossa relação (amorosa, amigável, profissional, familiar) teria que acabar.

Aí a coisa começou a ficar séria! Vi que o status que a pessoa ocupava na minha vida também deveria ser um critério. Pense bem, eu não perdoar minha mãe, pai ou irmã, seria imperdoável e como eu desejava ser perdoada, porque gostaria de viver para sempre com eles, deveria guardar perdões para eles.

Me perguntei então, se eu seria capaz de viver com alguém sem perdoá-lo, não consegui chegar a uma resposta. Mas, teve um dia que assistindo a um programa de televisão, ouvi um padre dizer que perdoar não é esquecer, que perdoar é não crucificar a pessoa pelo que ela fez, é aceitar os defeitos dela e a condição humana de que todos erram. Não sei ao certo se foi bem assim que ele falou, confesso que não sei se entendi bem ou se quis me aproveitar de suas palavras para facilitar minha missão de saber perdoar.

Assim, comecei a ver que este negócio de perdão não era muito fácil, e o pior foi que o padre disse, que às vezes, precisávamos fazer uma análise se realmente tínhamos conseguido perdoar as pessoas, se apesar de não esquecer o que gerou o desconforto isto não nos impedia de prosseguir na vida.

Com isto resolvi rever minha lista de perdões, os critérios adotados por mim, quais se encaixavam nas recomendações cristãs dadas pelo homem que prega a palavra de Deus e entende mais que eu sobre isto, pelo menos na teoria e vi que isto levaria um pouco mais de tempo do que eu imaginava.

Vi que alguns dos perdões que eu tinha anotado ainda me massacravam num sentimento antigo, vi que algumas coisas que perdoei hoje se pareciam tão patéticas que na atualidade jamais entrariam na lista de perdão, vi que em alguns momentos da minha vida eu tinha usado muitos perdões, ocasiões que eu me encontrava em desarmonia comigo mesma. E foram tantas reflexões sobre isto, que não pude deixar de ver que eu não tinha aprendido nada ainda sobre a cota do perdão.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

MINHA BOLSA DE CRIANÇA

Outro dia, num destes almoços de família fiquei observando minha sobrinha. Ela, no vigor dos seus 2 anos, calçada nos sapatos de salto da minha irmã, segurando uma bolsa quase maior do que ela e com um moderníssimo celular, andava tropeçando pela casa e dizendo que estava falando com o pai, um papo que ninguém, além dela, entendia.

A cena parecia engraçada, e quem estava por perto curtia com boas gargalhadas, mas eu tive uma sensação de terror e saudades. Um momento entre minha vida e aquela bolsa cambaleante levada por uma criança capaz cruzar o passado e o futuro.

Pensei num futuro que parece cada dia mais próximo, não pelo tempo, mas pelas crianças estereotipadas de adultos, mas ao mesmo tempo sem responsabilidades. Cada vez mais cedo as crianças se vestem e portam como adultos, mas em compensação os adultos cada dia menos se mostram responsáveis com as obrigações da idade.

Foi um temor passageiro, porque num piscar de olhos vieram algumas lembranças saudosistas rasgando aquele pensamento. Como teria sido minha bolsa de criança, será que eu também tinha começado a andar de salto tão cedo assim, será que desfilei algumas vezes perante a família me fazendo de uma grande executiva, uma pessoa que demonstra seu sucesso pela bolsa que carrega?!

Esperei aquela cena se desdobrar com grande interesse se em algum momento aquela menininha abriria a bolsa, o que a interessaria lá dentro ou qual dos brinquedos que ela guardaria; isto poderia significar uma luz no mundo dos adultos, mas nada disto aconteceu, ela se limitou a desfilar com o objeto como se tivesse imitando a mãe e sem jamais imaginar o que representa ter uma bolsa. No fundo no fundo ela sabia que aquela não era a bolsa de suas brincadeiras.

Em mim, ficou o desejo de ter uma bolsa como a de uma criança, sem contas para pagar, sem boletos tão desejosos pelo fim, sem peso de responsabilidades, sem contracheque grevista, sem objetivos frustrados, escondidos nos bolsos. Enfim, uma bolsa pronta a embalar o sonho infantil da vida adulta, a mesma que eu, por um minuto, tive vontade de transportar e voltar para a época das fraldas, em que na bolsa só tinha brinquedos.

Não é que eu queira fugir da vida que levo, é que realmente o sonho infantil é lindo, sem atropelos, meio termo ou contratempos, é que realmente muitas vezes desejamos coisas sem saber o que têm guardado em seus bolsos, nos vendemos ao glamour das historias de fadas.

Então, depois de alguns minutos curtindo o real e o irreal da cena, levantei –me, bati uma foto da personagem futu-regressiva encenada pela minha sobrinha, dei uma risadinha como se falasse sozinha, peguei a chave do carro, a bolsa com o celular e me entreguei à vida de adulta.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

QUAL A IDADE CERTA PARA CASAR?

Este tema não parece polêmico e nem mesmo instigante, afinal de contas cada um escolhe a idade que quer casar...Minha tia acabou de ser pedida em casamento no dia que fazia 65 anos.
Viu, nunca é tarde para casar.
Mas, este assunto aparentemente tão sem graça, ganha espaço em algumas rodas de conversa quando alguém resolve casar-se e daí vem o grupo de conhecidos e dão logo o parecer... “Tão novos e já vão se casar; mas, ainda são tão imaturos...; ainda não sabem nada da vida e vão se casar...; Nossa, estão muito velhos para casarem na igreja...; casar só porque engravidou...” e por aí vai... as expressões são inúmeras e as escolhas divergentes quando se trata da decisão do momento certo.
Independente, todos podem ser felizes! Vale muito mais o como vai viver do que estas argumentações, mas deve se ponderar algumas situações:
-A vida média do brasileiro é de 75 anos, então depois que se casa quer dizer que você vai viver daquela data até por volta desta idade com a mesma pessoa; (considerando que o casamento é para sempre, mas é claro que tem outras opções)
-Algumas pessoas gostam muito da vida de solteiro e abrir mão dela não é fácil, (farras, bebedeiras, shows, amigos, muitos homens/mulheres);
-A indecisão é fato concreto, então algumas pessoas precisam experimentar muito até se decidirem e quando decidem quem é a alma gêmea, resolvem experimentar outras pessoas para saberem se a que casaram realmente é a alma gêmea;
-Tem gente que se apaixona fácil, então se for casar com cada um que se apaixonar, será pelo menos um casamento por ano;
-Não existe comprovação cientifica de que todos os homens traem, mas a grande maioria deles fazem isso mais cedo ou mais tarde. Alguns fazem o tempo o todo;
- ...
Embasada nestas situações, as pessoas deveriam se casar somente em dois momentos, novas ou velhas. As justificativas podem ser exclusivamente 2 (duas): para terem oportunidades de serem mais felizes e para aproveitarem os momentos da vida com mais intensidade e só depois disto decidirem se entregar ao prazer do casamento.
Casar novo, até os 20 anos: gente jovem não se apega demais, os vínculos podem ser feitos e desfeitos com a mesma rapidez e então, no casamento dá tempo de aproveitar bem o primeiro, separar, aproveitar outros bailes da vida - prazeres e casar outras vezes, afinal de contas você vai viver 75 anos; Se você for traído é mais fácil cair na gandaia e arrumar outra pessoa. Terá sempre a desculpa que errou na escolha porque ainda era muito novo e não tinha experiência, que era imaturo; Que era vulnerável e se apaixonou fácil; Viu, desculpas não irão faltar para você enganar a sociedade que teima em querer esclarecimentos das suas atitudes e “dá conta da sua vida”.
A segunda opção é casar por volta dos 40 anos. Claro 40 anos é uma idade ótima para isto, idade da loba. Não se deixe enganar por quem diz que esta idade já está velha ou velho. Isto não é verdade. Você está teoricamente na metade da sua vida, então nada mais justo que viva 40 anos solteira e 40 anos casada.
Você já será independente, terá aproveitado as farras de solteiro por muito tempo, viajado por alguns lugares, gasto seu dinheiro ficando em bela forma, já terá traído e sido traída, já sofreu as escolhas erradas, já chorou pelas paixonites agudas e passageiras, já é uma pessoa madura e experiente, faltando apenas o quê...? casar. Claro, já ia me esquecendo...se você é mulher e casar com um cara mais velho terá uma chance menor de ser traída porque o cara já tá ficando meio caidinho né, kkkkkkkk.
Com 40 anos, algumas coisas perdem a importância, as pessoas se prendem menos a mesquinhez natural do ser humano, tudo para ser feliz, então o casamento tende a ser mais duradouro. Por isso, as pessoas dizem “gostaria de ter a experiência dos 40 com a energia e o corpinho dos 20”
Pronto, agora pode casar, ter filhos e procurar ser feliz!
Isto não quer dizer que se você casar fora destas duas idades não será feliz, mas talvez encontre mais problemas para fazer seu casamento perdurar, como: buscar seu marido metido a galã que ainda não se tocou que casou e quer levar vida de solteiro nos bares noite à dentro; beliscá-lo todas às vezes que passarem por uma mulher na rua com um belo par de pernas; convencer sua mulher que ela precisa cuidar da casa, fazer comida de vez em quando, te deixar manter um dos seus vícios (todo homem tem um vicio – vídeo-game, jogar ou assistir futebol, sinuca, filmes, bares – homens são como mãe só mudam de endereço);
Então, faça uma análise real do que melhor se encaixe na sua vida, porque casar nova ou velha o que vale é criar as condições ideais para ser feliz, mas olhe com cuidado para o que te cerca, corre o risco de algumas destas besteiras serem verdadeiras, e de na busca pelo marido/esposa você achar somente as pessoas de 20 ou de 40, porque as 30 estão tentando manter o casamento.
E aí, para você qual q idade certa para casar?

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http://lucianedias.blogspot.com/

CASAR OU NAO CASAR!!!


Numa versão geral das historias do “era uma vez” todos vieram ao mundo para casar, ter filhos e uma família feliz. Mas, ai vem a vida real e muda tudo.
No fundo no fundo todos querem casar, o que muda entre o homem e a mulher são as motivações, cada um procura uma coisa. Preciso admitir que algumas mulheres vêem isto de forma mais encantada, sonham com o príncipe encantado num cavalo branco, na verdade preciso atualizar este pensamento...sonham com um marido trabalhador, honesto, carinhoso, estudado, bonito ou pelo menos bem arrumado...Tu conhece algum assim?!
Casar é uma coisa que ninguém explica: os feios casam “eles também amam”, os esquisitos, os bregas, os desengonçados, os menos inteligentes...toda classe de pessoas casam. A urucubaca está na pessoa, determinadas pessoas é que não casam, e daí desafio os pesquisadores a explicarem isto, por que algumas pessoas não casam. Eu prefiro acreditar na reencarnação e achar que se não casar nesta vida terá outras que eu poderei fazer isto, casar, casar e casar.
Definitivamente não sei dizer onde mora a explicação porque alguns casam e outros não e nem ouse dizer que não casam porque escolhem demais porque não é, algumas pessoas não tem nem oportunidade de escolher, é uma crise brava mesmo. Então porque elas não casam? Repito, algumas pessoas simplesmente não casam, então o que fazer da vida quando se depara com esta situação?!
Na verdade este pensamento tem um pouco de cobrança social...a gente encontra as pessoas na rua e elas só sabem falar 2 coisas: “E aí você já casou?” ou “menina você ainda não casou por que?”. Perguntam isso como se casar fosse algo que a gente vai na loja e compra, como se a gente pudesse encomendar um casamento perfeitinho e buscar no fim do mês, dividindo o pagamento em 3 X sem juros. Mais raro do que ganhar na mega-sena é encontrar alguém que não casou mesmo encontrando o homem da sua vida, affffffff, tu conhece alguém nesta condição? E quanto a primeira pergunta, sempre digo que qualquer dia passo a responder assim: “não casei porque seu marido meu amante ainda não te largou para casar comigo, ou algo do tipo, casar para ter uma vida como a tua, prefiro mil vezes continuar solteira”. Eu classifico perguntas bobas, claro que estou falando como alguém que ainda não casou.
Gente casar não é sinônimo de felicidade se não não teria tanta separação. Para falar a verdade nem podemos medir pela separação, porque se não tá feliz separa e casa de novo, mas e as pessoas que casam mal e continuam casadas, vivem infelizes numa relação de status só pra dizer que tem um marido.
Tem mulheres que acham que é TOP ter um marido, ficam o tempo todo no salão de beleza “meu esposo isso, meu esposo aquilo” e quanto chegam em casa tá o morto de preguiça deitado no sofá. Alias, aqui tenho que abrir um parênteses porque este marido top pode ser aquele que põe chifre na cara de pau e ainda dão em cima das amigas das mulheres, outra hora o bonitão não gosta de trabalhar, e por aí vai os tipos de marido que tem por ai fazendo muita mulher sofrer. Esse é o grupo que casou e enterrou a felicidade, e só se redescobrirão como pessoa quando largar a idéia de que ter marido é ter vida.
Claro, que tem os bem casados, os que são felizes, com uma família linda, e ajudam a provar que todos vêem ao mundo para casar, mas que quando a alma gêmea não aparece é melhor ficar solteiro. Para não arriscar o quanto é bom ficar solteiro. Ser solteiro também é muito bom, aliás é a melhor coisa do mundo quando não se tem um bom casamento.
As solteiras tem aquela argumentação: sou solteira sim e ...”saiu e chego a hora que quero, vou para onde quero, com quero, faço o que quero e não preciso dar satisfação para ninguém”isto se resume numa felicidade assim: “beijo e ...com quem quero, viajo ao exterior ou pelo Brasil nas minhas férias com as amigas e vamos a todos os shows, bebo pelas madrugadas a dentro, me dou o prazer de ficar em casa sozinha sem ninguém me perturbar quando por isto decidir, ninguém deixa a toalha molhada em cima da minha cama, não preciso abaixar a tampa do vaso com pingos de xixi...”.
As duas condições têm seus pró e contras, e o que devemos ter em mente é a vontade de ser feliz, independente do que aconteça ou do status que ocupamos devemos procurar o que a vida tem de melhor. Porque é a falta disso que torna casamentos infelizes e solteironas “mal amadas” em pessoas amargas e doentes.
Não casar não torna a história do “eram uma vez” em “e foi infeliz para sempre”. Se não casar a vida oferece muitas coisas boas, e o único trabalho é achar o que dá satisfação: estudo, viagem, cultura, “pegar todos (é isso ai, esta é a opção de alguns), ler, escrever, se vestir na moda, praticar esportes”...Olhem ao redor e procurem uma “solteirona” façam uma análise dela, se ela estiver sempre de mal humor é porque ainda não descobriu uma válvula de escape. Uma forma de gastar energia e de conquistar coisas novas, desafios, algo que lhe dê felicidade. Os desafios são mega importante na vida de qualquer um, casado ou solteiro, porque mantém a sensação de vida em alerta.
Se você não casou não perca a esperança, mas enquanto não chega o grande dia, escolhe algo para fazer, esqueça o estereotipo de solteirona, isto é bobeira, somos muito mais que isto, somos aventureiras...Solteiras sim...infelizes jamais.
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